domingo, 27 de fevereiro de 2011

Uma corrida de robôs na Lua

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O objetivo é motivar empresas e inventores a investir na exploração do satélite. O prêmio é de US$ 30 milhões e tem brasileiro na briga!!!


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O Brasil nunca esteve tão próximo de chegar à Lua. Até o meio de 2012, um time nacional liderado pelo empresário Sérgio Cabral Cavalcanti promete levar o primeiro veículo não tripulado privado até o satélite natural. Uma das motivações é um prêmio que pode chegar a US$ 30 milhões. Quem oferece a recompensa é o Google Lunar X Prize, concurso promovido pela gigante da internet e pela X Prize Foundation, organização sem fins lucrativos de estímulo à inovação.

A entrada da equipe brasileira ­SpaceMETA na corrida foi anunciada juntamente com a de outras seis, provenientes de países tão diferentes como EUA, Israel, Canadá, Hungria, Índia e Chile. No total, 29 times de várias partes do mundo estão na briga. Para a equipe ser considerada vencedora, a nave – ou um veículo secundário carregado por ela – deve percorrer pelo menos 500 metros e transmitir vídeos com qualidade para a Terra. Tudo isso até a meia-noite do dia 31 de dezembro de 2012. Se até lá ninguém conseguir tal feito, o prazo será estendido por mais dois anos, mas o prêmio será US$ 5 milhões menor.

“O nosso projeto tem grandes chances”, diz Cavalcanti, empresário do setor de tecnologia que sempre foi fascinado pela exploração espacial. “As empresas que não têm experiência nessa atividade vão trazer grandes inovações para o setor espacial”, diz.


Para alcançar tamanha glória, o time brasileiro conta com tecnologias bem diferentes das que nos acostumamos a ver nos mais de 50 anos de domínio da Nasa na exploração espacial. Para começar, o foguete é movido a etanol – algo inédito na indústria aeroespacial. O motor a combustão, no entanto, só será acionado a cerca de 80 quilômetros do chão – ele será levado por um enorme balão até essa altura, o que garantirá uma economia de 40% no consumo de combustível.
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VISIONÁRIO
Cavalcanti investe em um foguete movido a etanol

O robô que vai explorar o solo lunar em nada se parece com os veículos com rodinhas que já passaram pelo satélite natural ou por Marte. O veículo brasileiro consiste de uma esfera cheia de molas e painéis de captação solar na parte externa. Por dentro, um computador. Sua grande inovação é que ele não precisará de energia para se locomover. As molas serão feitas de nitinol, uma liga metálica conhecida pela capacidade de voltar à forma original. Cada vez que receber luz do Sol, elas vão se expandir, e com a escuridão, se retrair. “Isso vai fazer com que ele trafegue eternamente pela Lua”, explica Cavalcanti. “O consumo de energia de toda a missão é muito baixo, o que dá uma grande vantagem ao nosso projeto”, diz.
É por isso que gente importante apoia o projeto. Cavalcanti garante que o conselho da SpaceMETA tem entre seus membros executivos de grandes empresas como Petrobras e Intel.

É esperar para ver.

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